opinião
Artigos publicados no blog:
Tráfico de incoerência: drogas e violência no Rio de Janeiro
Por Sérgio Campos Gonçalves *
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Rio de Janeiro
A cotidiana violência na cidade do Rio de Janeiro é freqüentemente atribuída, pelo governo, ao tráfico de drogas. E o culpado apontado para sua existência é o usuário de entorpecentes, pois ele financia o tráfico.
De fato, a procura gera a oferta. Contudo, ainda que o poder público entenda a lógica da circulação dessa mercadoria ilícita, nenhuma medida eficaz, que não fuja ao conceito paliativo, é realizada. A eficiência do serviço dos traficantes inveja a incompetência do serviço do Estado.
A criminalização do usuário mostra-se inoperante e surpreendentemente incoerente. É como se o Procon culpasse o consumidor, ao invés do fabricante cujo produto foi atestado como danoso à saúde. Em verdade, revela a incapacidade do Governo frente ao poder dos traficantes: diante da necessidade de tomar alguma providência, toma-se aquela que é possível, mesmo que irrelevante. E irrelevante em dois sentidos: pois falha ao tentar acabar com a violência e ao tentar reprimir o uso… (LEIA MAIS).
Justiça por acontecer na F1: a nova chance de Barrichello
Acho que não estou enganado em sentir uma vibração diferente na F1 e, principalmente, vindo dos brasileiros que acompanham o esporte.
Tudo começou com a novela da vaga na Honda, que desapareceu e depois virou Brawn GP. Sentia que havia uma torcida velada por Rubens Barrichello. Mas a imprensa brasileira, em geral (os programas de “humor” estão incluídos”), não a veiculava com destaque, talvez, por sentir vergonha e remorso pelos anos em que humilhou Barrichello por ele não suprir a falta do insubstituível Ayrton Senna… (LEIA MAIS).
O show da notícia no seqüestro em Santo André
Por Sérgio Campos Gonçalves *
O que há de comum entre a morte da menina Isabella Nardoni e o seqüestro de garota Eloá Cristina Pimentel, que foi baleada na cabeça após ter sido feita refém pelo ex-namorado, Lindemberg Fernandes Alves, em Santo André? Sem dúvidas, o espetáculo. A imprensa cobriu os casos de maneira sensacionalista e emotiva, prezando pelo alarde circense ao invés da excelência informativa. Como resultado, o envolvimento popular foi proporcional ao modo como a imprensa travestiu entretenimento de jornalismo.
A última novela jornalística foi a transmissão ao vivo da reconstituição da cena do crime, segundo a versão da promotoria, do caso da menina Isabella. Na ocasião, um domingo, o Brasil parou para assistir apreensivamente um boneco ser lançado de uma janela do edifício London. Não fosse a representação de uma tragédia, os gritos de aflição de transeuntes durante a queda do objeto inanimado teriam constituído uma situação cômica… (LEIA MAIS).

