A cobertura jornalística do apagão
“Um apagão nesta terça-feira dificultou a vida de milhares de brasileiros e movimentou as redações país afora. O blecaute, que teve início por volta das 22 horas de ontem, foi o principal assunto nos telejornais, sites de notícias e também nas redes sociais.
A eletricidade retornou gradualmente no fim da noite e de madrugada, dependendo da localidade, informa a Folha Online. Hoje meios de comunicação e cidadãos aguardam por explicações das autoridades para os problemas no fornecimento de energia.
A falta de energia elétrica atingiu nove estados brasileiros – Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Goiás, Bahia e Espírito Santo – além do Distrito Federal. O Paraguai também passou a noite e a madrugada no escuro, acrescenta a Reuters. Conheça o histórico dos grandes apagões no Brasil, aqui.
Pouco depois da meia-noite, o termo "Itaipu" – a usina hidroelétrica binacional construída pelo Brasil e pelo Paraguai – passou a fazer parte dos "trending topics" – a lista das dez expressões mais comentadas pelos usuários, acrescenta o Terra.
O apagão brasileiro também foi destaque na imprensa internacional. Veja:
Other Related Headlines:
» Itaipu volta a operar. Mas ninguém sabe explicar o apagão (Veja)
» O apagão no país do jegue pós-moderno (Blog Reinaldo Azevedo)
» O curto-circuito no sistema (Blog Luis Nassif)
- Publicado por Juliana Lima at 11/11/2009 – 05:57”
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News Corporation ameaça retirar conteúdos do Google News
“O presidente e diretor executivo da News Corporation afirmou que pretende evitar que buscas e serviços de notícias do Google anexem e agreguem os conteúdos produzidos pela sua companhia, informa a BBC Mundo.
Em agosto, Murdoch disse que a News Corporation cobraria pelos seus conteúdos digitais e advertiu que tanto as manchetes como os resumos das notícias são parte de sua propriedade intelectual.
A medidade pode afetar um grande número de meios de comunicação, inclusive o canal Fox News, o serviço Dow Jones e mais de 30 publicações no Reino Unido e Austrália, explica a PC Magazine. A News Corporation é também proprietária do Wall Street Journal, que apesar do fato de exigir pagamento para a leitura de seus conteúdos, pode ser ser acessado através do Google News.
O Google respondeu que não indexaria nenhuma página contra a vontade de seus donos, acrescenta o jornal El Mundo. Segundo a revista Wired, falta apenas alterar o código HTML para remover a News Corp das buscas de conteúdos e notícias do Google.
- Publicado por Joseph Vavrus/JL at 11/11/2009 – 02:35”
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Lula contra a imprensa: presidente condena que jornalistas interpretem fatos
“Para cerca de três mil catadores de materiais recicláveis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar a imprensa, levando o público a vaiar o grupo de jornalistas que acompanhava o seu discurso, informam os jornais Folha de S. Paulo e O Globo
Lula afirmou, de acordo com a Folha, que os formadores de opinião “já não decidem mais (…) porque o povo não quer mais intermediário”. O presidente recomendou ainda que os repórteres não interpretem as notícias.
“Hoje vocês têm a oportunidade de fazer a matéria da vida de vocês. Se vocês esquecerem a pauta do editor de vocês e se embrenharem no meio dessa gente (…) para vocês conversarem sobre a vida deles (…) Publiquem apenas o que eles falarem. Não tentem interpretar."
Na semana passada, Lula já havia criticado os meios de comunicação. Em entrevista à Folha, Lula disse que o papel da imprensa é "informar" e não "fiscalizar".
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Publicado por Juliana Lima at 11/03/2009 – 21:23”
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A cobertura das questões ambientais: o excesso do factual e a escassez do analítico
Há uma crítica interessantíssima sobre o trabalho da imprensa na cobertura das questões ambientais publicado no Observatório da Imprensa. Trata-se de uma reflexão de Luciano Martins Costa, que reproduzo a seguir:
“AQUECIMENTO GLOBAL – Imprensa olha para trás
Por Luciano Martins Costa em 29/10/2009
Comentário para o programa radiofônico do OI, 29/10/2009
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Para os jornalistas e outros profissionais que acompanham com maior interesse as questões relativas ao problema do aquecimento global, a leitura diária dos principais jornais do país, especialmente daqueles dirigidos ao público em geral, precisa ser um exercício de permanente condescendência ou de constante irritação.
O noticiário sobre o aquecimento global, que se tornou mais intenso após o mês de fevereiro de 2007, com a divulgação dos resultados dos estudos da comissão criada pela ONU para discutir as questões climáticas, permanece basicamente estático quase às vésperas do encontro internacional que deverá decidir sobre mudanças em políticas econômicas, modos de produção e comércio e comportamento. E, salvo raras exceções, a imprensa em geral vem tratando o tema como se fosse mais uma banalidade da pauta diária.
Lanterna na popa
As decisões que serão pactuadas em Copenhague, em dezembro, poderão afetar muitos dos temas com os quais a imprensa se preocupa prioritariamente nesses dias que se convenciona tratar de pós-crise.
Desde a questão da exploração das reservas de petróleo do pré-sal até os planos de governo dos futuros candidatos à eleição presidencial de 2010, passando pelas exigências que serão impostas à realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, e até mesmo regras comerciais globais e as negociações de commodities e do mercado futuro de moedas e produtos, praticamente tudo que hoje ocupa os jornalistas poderá ser diferente a partir das decisões que serão tomadas pelos líderes mundiais.
Também é possível que nada mude, e que os líderes globais continuem liderando suas nações na direção do futuro incerto desenhado pelos cientistas que estudam as mudanças climáticas e suas conseqüências. Mesmo esta possibilidade – e talvez ela mais ainda – deveria estar ocupando os corações e as mentes dos profissionais e donos da imprensa.
Mas a imprensa parece fascinada com o passado. Como uma lanterna na popa de uma embarcação, prefere iluminar o caminho que já foi percorrido do que clarear o que está adiante.
O estado do mundo
Existe no Brasil uma imprensa socioambiental formada basicamente por sites, blogs e newsletters na internet e um punhado de revistas que sobrevivem por mera teimosia. As grandes empresas anunciantes não costumam apoiar a chamada imprensa alternativa; muito menos as iniciativas jornalísticas que costumam desmascarar o chamado "marketing verde".
A maior parte das informações técnicas sobre questões climáticas e temas relacionados ao desenvolvimento sustentável circula nesses meios alternativos e nas redes sociais, através de grupos de debates freqüentados por especialistas. Ali se encontram as principais fontes de informação que a grande imprensa poderia consultar para informar seus leitores sobre o verdadeiro estado do mundo.
No mês que se encerra, houve uma redução no número médio de reportagens dedicadas ao tema do aquecimento global na imprensa brasileira de alcance nacional. Apenas doze ocorrências, em média, para cada grande diário, e menos de uma página por edição das revistas semanais.
Os jornais ocuparam mais espaço para a repercussão de uma frase do presidente da República sobre o papel da imprensa, na semana passada, do que para discutir os planos para a Conferência da ONU em Copenhague. Declarações de políticos foram consideradas mais importantes, ao longo do ano, do que o destino do planeta.
Enquanto isso, desenham-se as fórmulas para o mercado internacional de carbono e define-se no Congresso Nacional, com influência dominante da bancada ruralista, a futura legislação de proteção ao patrimônio natural brasileiro.
Caminho desimpedido
Daqui a alguns anos essas páginas sairão dos arquivos para a análise dos historiógrafos e outros pesquisadores. Será o registro da contribuição que a imprensa terá dado para os debates sobre o que deverá ser o século 21 para o Brasil.
Empurrado para uma posição privilegiada na linha de largada para a nova configuração das forças econômicas internacionais, o país tem a chance de demonstrar que foi capaz de encontrar a trilha do desenvolvimento e ao mesmo tempo preservar suas riquezas naturais.
Ou teremos deixado o campo livre para a transformação do cerrado e das florestas em um grande deserto.”
FONTE:
- http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=561IMQ011
A digitalização e o jornalismo: o futuro da forma do conteúdo
“Os homens criam as ferramentas / As ferramentas recriam os homens”. A máxima do autor de “Os meios de comunicações como extensões do homem”, o canadese Marshall McLuhan, mostra-se atual. O último programa do Observatório da Imprensa na TV foi dedicado à mais nova ferramenta da informação, o Kindle, um leitor de livros e periódicos digitais lançado pela Amazon.
Veja o programa completo:
FONTE:
- http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/oinatv.asp?tv_edi=525
“KINDLE NO BRASIL - A revolução dos leitores digitais
Alberto Dines
Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.
Por que razão os jornais e revistas entregam-se com tanto prazer aos vaticínios sobre o seu fim? É masoquismo? Vocação suicida? Ou é mais um modismo que pretendem impingir num mundo comandado pela velocidade e obsolescência?
O mais recente gadget, brinquedinho eletrônico, é o leitor digital de livros anunciado há dias nos Estados Unidos e apresentado em grande estilo na Feira de Livros de Frankfurt. O que chama a atenção, pelo menos deste Observatório, é o facciosismo do nosso noticiário: ninguém discute as deficiências naturais e inevitáveis da nova tecnologia. Nossa mídia pintou a traquizonga – como a chamou João Ubaldo – como se fosse definitiva. Não é verdade.
O aparelho ainda é tosco, dizem os especialistas, a leitura ao sol é complicada pelo reflexo mas ninguém lembra que a tecnologia usada é a mesma dos celulares que, como sabemos, no Brasil deixa muito, mas muito a desejar. Mas qual o veículo que tem a coragem de questionar a qualidade da nossa telefonia móvel?
E a portabilidade? Este leitor digital de livros oferece a mesma portabilidade de um pocket-book? O prazer de folhear poderá ser substituído pelo prazer de rolar continuamente algumas linhas no monitor?
É possível que as deficiências dos protótipos sejam corrigidas, principalmente pelas marcas concorrentes mas uma coisa é certa e definitiva: quando se trata de vender novidades e modismos a mídia não questiona, não duvida. O que funciona é o instituto do oba-oba. Este Observatório acredita que os cientistas e inventores têm compromisso com suas certezas mas o papel do jornal é duvidar. Sempre.”